Victor Hugo Pontes coloca em cena três bailarinos imaginados pelo escritor Gonçalo M. Tavares para esta nova criação. Abelard, Adler e Hadrian são Os Três Irmãos: quando se encontram naquele não-lugar, procuram o rasto dos seus pais, marcam a giz a sua ausência, lavam-se, comem juntos à mesa, carregam os corpos uns dos outros em sacrifício ritualizado, carregam-se aos mbros, vivem em fuga, praticam o jogo perigoso do encontro com o passado. Abelard, Adler e Hadrian tentam fazer a sua ligação à terra e sobreviver à existência uns dos outros, mesmo se esta houver sido esburacada a berbequim, enrodilhada numa trouxa de roupa, transportada num carrinho de mão.
Biografia Victor Hugo Pontes: Victor Hugo Pontes Professor, encenador, cenógrafo e mais reconhecido como coreógrafo, nasceu em 1978, em Guimarães, e vive no Porto. O seu trabalho reflete a sua formação multidisciplinar em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes da UP e em teatro pelo Balleteatro, complementada por uma posterior formação em dança, no curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Fórum Dança. Fez ainda o curso de Encenação de Teatro na FC Gulbenkian, dirigido pela companhia inglesa Third Angel, e o curso do Project Thierry Salmon – La Nouvelle École des Maîtres, dirigido por Pippo Delbono, na Bélgica e Itália. Fundou, no ano 2000, a Nome Próprio – Associação Cultural, estrutura da qual foi diretor artístico até 2025. As suas obras coreográficas, caracterizadas pela combinação de recursos da dança, teatro e música, utilizam cenografias complexas, movimentos expressivos e textos adaptados de obras literárias, criando uma linguagem própria, singular e distintiva no panorama da dança contemporânea portuguesa. Tem desenvolvido projetos com os mais variados elencos, trabalhando com intérpretes com e sem formação em artes performativas e de diferentes faixas etárias, explorando um universo artístico inclusivo e diversificado. Ao longo da sua carreira, colaborou com diversos artistas como Jorge Andrade, Marco Martins, Joana Craveiro, Sara Carinhas, Joana Gama, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves. Foi assistente de encenação de Nuno Cardoso entre 2004 e 2014. O seu trabalho tem sido amplamente apresentado em território nacional, passando por teatros como TNSJ, TMPorto, CCB, e em países como Alemanha, Bélgica, Brasil, Espanha, França, Itália e Países Baixos. Foi nomeado para os Prémios SPA na categoria de «Dança – Melhor Coreografia», com A Ballet Story e Os Três Irmãos e, em 2019, venceu nessa categoria com o espetáculo Margem. Integrou o programa DanceWeb do Festival ImPulsTanz, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2024, Há Qualquer Coisa Prestes a Acontecer foi considerado pelo Jornal Público como um dos 10 melhores espetáculos do ano. Desde 2025, é o diretor artístico do Teatro Nacional São João.
Ficha artística:
Direcção artística Victor Hugo Pontes.
Texto original Gonçalo M. Tavares.
Interpretação Dinis Duarte, Paulo Mota e Valter Fernandes.
Música original Joana Gama e Luís Fernandes.
Cenografia F. Ribeiro.
Desenho de luz Wilma Moutinho.
Direção técnica, desenho e Operação de som João Monteiro.
Figurinos Cristina Cunha e Victor Hugo Pontes.
Consultoria artística Madalena Alfaia.
Operação de legendagem Mariana Lourenço.
Nome Próprio
Direção artística Daniela Cruz
Produção e difusão Andreia Fraga
Produção executiva Nuna Reis
Apoio à residência: O Espaço do Tempo, Circolando, Instável - Centro Coreográfico e Centro Cultural Vila Flor.
Co-produção Nome Próprio, Casa das Artes de VN Famalicão, Cineteatro Louletano, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto, Teatro Viriato
A Nome Próprio é uma estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Teatro em Campo Aberto e tem o apoio da República Portuguesa - Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes.
♿ Lugares de mobilidade reduzida disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal António Pinheiro
❗Não são permitidas entradas após o início dos espetáculos, não havendo lugar para devolução do valor dos bilhetes, de acordo com a legislação em vigor. (DL. Nº23/2014 de 14 de fevereiro. alterado pelo nº5 do artigo 10º do Decreto-Lei Nº90/2019, de 5 de julho)
❗Não é permitida a entrada a menores de 3 anos, conforme o estipulado no Decreto-lei 23/2014, de 14 de fevereiro, na sua redação atual (art. 26ª).