

Liberdade, Memória e Criação
Após cerca de seis meses de atividade contínua, intensa e amplamente participada, o Teatro Municipal António Pinheiro afirmou-se como um verdadeiro centro cultural de Tavira. O ciclo inaugural marcou o reencontro da cidade com um equipamento profundamente renovado, devolvido à comunidade com uma clara ambição artística e uma missão pública reforçada. Os meses seguintes confirmaram essa dinâmica: salas frequentemente esgotadas, diversidade de linguagens artísticas, parcerias com estruturas nacionais de referência e uma crescente fidelização de públicos. O Teatro deixou de ser apenas um edifício para se afirmar como espaço de encontro, reflexão, emoção e pertença coletiva.
O ciclo de programação de abril a junho assume como eixo estruturante a celebração do 25 de Abril e dos valores que lhe estão associados — liberdade, democracia, pensamento crítico e participação cívica. Mais do que uma evocação histórica, esta programação propõe uma leitura contemporânea desses valores, convocando diferentes disciplinas artísticas para dialogarem com a memória e com o futuro.
No teatro, apresenta-se Guião para um País Possível, de Sara Barros Leitão, uma das criadoras mais relevantes da sua geração. Atriz, encenadora e investigadora, tem desenvolvido um percurso marcado pelo teatro documental e pela investigação histórica. Neste espetáculo, parte de documentos, testemunhos e reflexão dramatúrgica para questionar o país democrático que herdámos e o país que desejamos continuar a construir, convidando o público a um exercício coletivo de imaginação política particularmente pertinente no contexto das comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril.
Na música, o concerto Viva La Muerte!, pela emblemática banda Mão Morta, afirma-se como um dos momentos mais intensos deste ciclo. Com uma trajetória profundamente ligada à intervenção cultural e política, os Mão Morta evocam os 50 anos do 25 de Abril através de uma performance de grande intensidade artística, onde palavra, som e presença cénica se cruzam numa reflexão crítica sobre liberdade, memória e resistência.
Ainda no campo musical, o Teatro acolhe um encontro de excelência com o concerto para dois pianos protagonizado por Mário Laginha e Pedro Burmester, dois nomes incontornáveis do panorama pianístico português. O programa estabelece um diálogo entre Ravel, Mozart e Bach, compositores portugueses como Bernardo Sassetti e arranjos de temas de Sérgio Godinho, José Afonso, Fausto e José Mário Branco, cruzando tradição erudita e memória da canção de intervenção.
Celebramos igualmente a Páscoa com a Orquestra do Algarve, que nesta ocasião convida a Orquestra do Norte para a realização de um concerto sinfónico conjunto. O programa inclui a Sinfonia n.º 4 de Gustav Mahler e as Quatro Últimas Canções de Richard Strauss, duas obras maiores do repertório sinfónico europeu do final do romantismo. Esta colaboração entre duas importantes estruturas orquestrais nacionais permite apresentar em Tavira um concerto de grande dimensão artística, proporcionando ao público a oportunidade de ouvir repertório sinfónico de elevada exigência raramente apresentado em contexto regional.
A dança ocupa também um lugar central neste trimestre. No Dia Mundial da Dança, recebemos Três Irmãos, de Vítor Hugo Pontes, criação inspirada na obra de Tchékhov que transforma tensões emocionais em movimento coreográfico intenso e poético.
No Dia Internacional do Jazz, celebramos o talento de Tavira com Desidério Lázaro, que trabalhará o repertório de Sebastião Leiria, estabelecendo uma ponte entre património cultural local e linguagem universal.
No campo das artes visuais, será inaugurada em abril no foyer do Teatro a exposição “Punctum, o Jazz em Palco”, da fotógrafa Márcia Lessa. A mostra reúne um conjunto de imagens captadas em contexto de concerto, revelando a intensidade, a improvisação e a atmosfera singular do universo do jazz. Através do olhar sensível da autora, a fotografia transforma-se num prolongamento da experiência musical, captando gestos, expressões e momentos fugazes que caracterizam a energia da performance ao vivo. Associado à exposição, será igualmente promovido um workshop de fotografia de cena, dedicado à prática da fotografia de espetáculo. Esta iniciativa assume particular importância formativa, permitindo a fotógrafos e interessados desenvolver competências específicas na captação de momentos performativos, onde luz, movimento e emoção exigem uma abordagem técnica e artística própria.
A programação integra ainda a produção algarvia da LAMA Teatro, 6000 Anos Atrás – Princípio, Meio e Filme, criação que parte simbolicamente da Ilha de Tavira para refletir sobre memória, origem e identidade, reafirmando o compromisso do Teatro com a valorização da criação regional.
Recebemos também Manel Cruz, figura maior da música portuguesa contemporânea, num concerto autoral e intimista onde palavra e emoção se cruzam numa identidade poética singular.
No humor, António Raminhos sobe ao palco com Volto Já, espetáculo de stand-up marcado pela autenticidade e pela capacidade de transformar experiências do quotidiano em humor partilhado.
Para o público infantil e familiar, As Guerreiras do K-Pop (Tributo) trazem um espetáculo vibrante inspirado no universo do pop sul-coreano, combinando música e coreografias energéticas.
Mantemos também a aposta na primeira infância com o terceiro Concerto para Bebés, pela Musicalmente e pelo músico e pedagogo Paulo Lameiro, depois de duas sessões anteriores esgotadas.
Pela primeira vez em Tavira, acolhemos a Festa do Cinema Italiano, iniciativa de reconhecido prestígio nacional que trará uma seleção de filmes contemporâneos e clássicos, complementada por oficinas e um curso inicial de língua italiana.
Mantemos igualmente a programação regular das Segundas de Cinema, que já trouxe ao Teatro milhares de espectadores e várias sessões esgotadas, numa altura em que muitas salas de cinema encerram no país.
No âmbito do protocolo com o Teatro Nacional D. Maria II, acolhemos também o projeto Boca Aberta – Cabe Mais Um, que coloca a comunidade no centro da criação artística.
No quadro da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve, recebemos ainda o espetáculo Bulldog, pela JAT – Janela Aberta Teatro, dirigido ao público escolar.
A programação inclui ainda a apresentação do espetáculo internacional Spirit of the Dance, uma das produções de dança irlandesa mais reconhecidas a nível mundial, que celebra 25 anos de percurso internacional. Combinando a energia da dança tradicional irlandesa com uma encenação contemporânea marcada por coreografias de grande intensidade rítmica, figurinos exuberantes e forte componente musical, esta produção tem percorrido palcos de todo o mundo. A sua passagem por Tavira representa uma oportunidade única para o público do concelho assistir a um espetáculo internacional de grande dimensão artística.
No mês de maio, o Teatro acolhe ainda o Grupo de Teatro de Idade Maior do Teatro Municipal de Ourém, que apresentará o espetáculo Lunário Perpétuo – Almanaque Teatral. Este projeto artístico, desenvolvido com participantes seniores, constitui um exemplo inspirador de criação cultural que valoriza a experiência, a memória e a participação ativa da população mais velha na vida cultural. Através de uma abordagem sensível e bem-humorada, o espetáculo convoca saberes populares, histórias e tradições, transformando-os em matéria teatral. A apresentação desta produção em Tavira sublinha a importância de iniciativas culturais dirigidas à comunidade sénior, promovendo simultaneamente o encontro entre gerações e reforçando a dimensão inclusiva e participativa que o Teatro Municipal António Pinheiro procura afirmar na sua programação.
Paralelamente, continuam as visitas aos bastidores do Teatro através do programa O Avesso da Cena, que já permitiu a mais de 200 pessoas conhecer o funcionamento interno do equipamento e os espaços habitualmente invisíveis ao público.
Ao longo destes meses manteremos também diversos acolhimentos de estruturas associativas de Tavira, reafirmando o Teatro Municipal António Pinheiro como casa das associações culturais do concelho e espaço privilegiado para a apresentação pública do trabalho desenvolvido pelas coletividades locais. O interesse em utilizar este equipamento cultural mantém-se elevado e, apenas neste trimestre, estão previstos 11 acolhimentos de iniciativas promovidas por associações do concelho, número que evidencia a vitalidade e a dinâmica do ecossistema cultural associativo de Tavira.
Abril a junho apresenta-se, assim, como um trimestre de celebração, reflexão e participação, deixando um convite aberto a toda a comunidade para viver o Teatro Municipal António Pinheiro como espaço de liberdade, memória e criação — e para continuar a fazer deste Teatro a sua casa.
Concluído este ciclo de programação, o Teatro Municipal António Pinheiro entrará no período habitual de pausa durante os meses de julho e agosto, regressando depois com novas e refrescantes propostas culturais. Até lá, o Município continuará a promover uma programação cultural intensa nas ruas, nas praças e pelas freguesias do concelho, aproveitando os espaços públicos e o ambiente de verão para levar a cultura ao encontro das pessoas. Desejamos a todos boas férias, agradecendo profundamente a todos aqueles que, ao longo destes últimos meses, têm feito do Teatro Municipal António Pinheiro a sua casa.
Ficamos desde já com encontro marcado em setembro, onde o Teatro reabrirá as suas portas com muitas surpresas e novos momentos de partilha cultural.
A Presidente da Câmara Municipal de Tavira
Ana Paula Martins
Morada
Teatro Municipal António Pinheiro
Rua D. Marcelino Franco, 22
8800-347 Tavira
Contactos
tm-antoniopinheiro@cm-tavira.pt
bilheteira.tm-antoniopinheiro@cm-tavira.pt
281 320 510
(custo de chamada para rede fixa de acordo com o seu tarifário)
Horário
Terça-feira a Sábado - 10h30-13h00 / 14h00-17h30
À segunda-feira a bilheteira encontra-se encerrada
Bilhetes à venda na receção do Teatro, FNAC, Worten, CTT, Pousadas da Juventude, El Corte Inglés, Lojas Note!, Rede Serveasy e BOL
Tavira desde o século XV era uma das principais urbes do Reino, como atesta a carta régia que lhe concedeu o título de cidade a 16 de março de 1520. Porém apenas em 1853 se encontra um registo de uma entidade denominada “Sociedade Dramática”, que solicita autorização à Câmara Municipal para retirar a pedra necessária para construir um espaço para espetáculos, denominado “Theatro Tavirense”, junto à Igreja de Santiago. Neste Teatro, trabalhava nesta sala uma companhia de espetáculos, assim como, recebeu várias representações teatrais ao longo do tempo, entre eles, artistas do Teatro D. Amélia e do Teatro do Gymnásio. Mais tarde, as autoridades, acabam por fechar estas instalações, por falta de condições.
Neste período que surge um novo divertimento, que começa a entusiasmar a população o Cinematógrafo. Em 1909, um grupo de tavirenses, “levanta” na Praça da Alagoa um barracão para a exibição de filmes. Este barracão seria mais tarde, em 1910 transferido para a Rua 1º de Maio, onde além do cinema, recebeu espetáculos variados.
Em 1910, as precárias condições do “Theatro Tavirense” e as poucas condições do Salão 1º de Maio, leva a que um grupo de cidadãos, anuncie a abertura de inscrições para acionistas, que levariam a cabo a construção de uma casa de espetáculos que fosse “vasta, comoda e com as necessárias condições de segurança”, esse espaço teria a denominação de “Theatro Circo”. Este projeto por razões que se desconhecem não saiu do papel.
Em 1914, por iniciativa de um grupo de cidadãos, surgiu novamente a ideia de construir um teatro que desse garantias de comodidade e segurança ao público.
No dia 24 de outubro de 1917, foi então inaugurado o Teatro Popular tendo na ocasião participado três ilustres tavirenses: António Pinheiro, Pavia de Magalhães e António Rebelo Neves.
Em maio de 1942, por iniciativa de Virgílio Monteiro, na altura administrador do Teatro Popular, numa justa homenagem ao maior vulto do Teatro tavirense e uma das referências culturais nacionais de então, é sugerida a alteração do nome para Teatro António Pinheiro, alteração essa aprovada em Assembleia Geral da Empresa de Espetáculos Tavirense
Em 1964, o Teatro António Pinheiro foi vendido à empresa Cesário & Drago, Lda e, pouco depois é demolido e reconstruído. Em 1968, seria inaugurado agora com o nome de "Cine - Teatro António Pinheiro”. Assim, a 10 de fevereiro o renovado Equipamento é reaberto, apresentando duas sessões, do filme "Felizes para Sempre ", de Sofia Loren e Omar Sherif.
Com o decorrer dos anos o espaço perdeu a sua importância, novos equipamentos apareceram na região e os proprietários viram-se obrigados a vender o Cineteatro António Pinheiro. Em 2001 o Município de Tavira adquire o Imóvel e em 2018 deu-se início à sua requalificação.
Este Equipamento, após obras de requalificação, veio conferir nova vida ao antigo Cineteatro António Pinheiro mudando também, mais uma vez, de nome, agora Teatro Municipal António Pinheiro, propriedade do Município.
O Teatro Municipal António Pinheiro é um Equipamento de acolhimento, que também estimula e apoia a criação artística, o trabalho em rede e o envolvimento da comunidade em geral, da comunidade escolar e do eco sistema associativo do concelho de Tavira. Constitui assim uma âncora muito importante na prossecução das políticas culturais definidas pelo Município. Pretende-se que desenvolva uma programação que fomente a democratização do acesso à cultura, a cooperação institucional entre os diferentes níveis de administração, contribuindo para a correção de assimetrias e, ainda, contribuir para a coesão territorial e o desenvolvimento das populações, do concelho de Tavira, deste Algarve Oriental, o Sotavento, e de toda a região algarvia.
O Teatro Municipal António Pinheiro tem como Missão a apresentação de uma programação eclética, de qualidade e regular, diversificada, para todos, acessível, inclusiva, que promova a criação de públicos, um Teatro aberto à comunidade, que contribua para a fruição artística, a promoção e a circulação de projetos locais, regionais, nacionais e internacionais, no domínio das artes performativas e musicais, sem esquecer a exibição cinematográfica. Um espaço dedicado à celebração da Arte em todas as suas formas, um local de criação, expressão e reflexão, uma casa aberta para a diversidade cultural, social e artística, o reflexo da rica historia e do dinamismo da cidade, onde a cultura se pretende acessível inclusiva e transformadora. Citando Alberto Caeiro, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, “Eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura”, pretende-se que o Teatro Municipal António Pinheiro seja um espaço expansivo, que ultrapassa o físico e nos permite sentir, perceber e expandir as nossas consciências para além do óbvio e do imediato. O Teatro Municipal António Pinheiro pretende ser um reflexo do mundo, uma janela por onde o público possa atravessar em direção a novas perspetivas e dimensões.
Tem ainda como objetivo a dinamização de atividades em vários domínios estando tecnicamente apetrechado para uma utilização polivalente em áreas como a música, teatro, dança, artes cénicas, circo contemporâneo, cinema, ópera, cinema, mas também para colóquios, encontros, seminários, conferências, congressos, stand up, entre outros.
É ainda prioritário o desenvolvimento de processos de educação e de mediação artística, que por um lado apostem na criação de instrumentos que estimulem a participação cultural de todas as comunidades e identidades culturais, e por outro, promovam a relação da cultura com a educação numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, com particular enfoque no estímulo às práticas artísticas acessível a todos os níveis de ensino, a criação artística, a capacitação do tecido cultural, o pensamento critico, a cidadania e a liberdade de expressão.
Além das iniciativas programadas pelo Teatro Municipal António Pinheiro/Município de Tavira, poderão ter também lugar no espaço outras promovidas por terceiros, desde que contribuam efetivamente para a dinamização cultural e artística do concelho, sejam de manifesto interesse público e aprovadas pelo Município.
Pretende-se que o Teatro Municipal António Pinheiro se torne mais do que um espaço físico e seja valorizado como um lugar carregado de significados culturais e sociais. Um espaço de memórias e afetos, no qual a comunidade de Tavira se reconhece e se encontra, a cada espetáculo. O Teatro cria camadas de significado e se torna assim uma extensão da identidade local. Queremos que o Teatro Municipal António Pinheiro seja visto como um lugar de experimentação e fluxo, onde novas linguagens e formas de expressão podem surgir, se encontram, se transformam e se reconectam constantemente, com a comunidade e com novas expressões artísticas, representando a vitalidade artística da cidade. Um espaço ativo e vivido onde as pessoas não são apenas espetadores, mas participantes na construção do lugar criando um espaço que reflete a cidade, a sua história, e identidade. No fundo queremos que o Teatro Municipal António Pinheiro se torne de facto um lugar em que a comunidade de Tavira se reconheça e se expresse culturalmente, criando um espaço de encontro e transformação contínuos.
Segunda alguns autores o lugar e o espaço têm um papel fundamental na construção das identidades sociais, dado estarem intimamente ligados à cultura, assim, o Teatro como lugar de expressão artística pode ser um ponto de emancipação cultural e social, quebrando barreias e promovendo a inclusão. Pretende-se através da programação proposta promover a emancipação dos públicos num processo de capacitação e libertação, permitindo-lhes uma maior autonomia critica e criativa.
O Teatro Municipal António Pinheiro pretende-se que seja um lugar de que os tavirenses se apropriem na interação desejada, seja participando como espetadores, ou integrando produções próprias, eles constroem o lugar com a sua presença, tornando-o algo único e vivo, um ponto de encontro culturalmente dinâmico.
Os espaços são reservatórios de memorias e imagens afetivas. No contexto do Teatro Municipal António Pinheiro, esta poética, de espaço e memoria, pode ser aplicada ao entendimento de como o Teatro é efetivamente um espaço de memória coletiva, construído em 1917, com várias remodelações, em cada espetáculo, cada interação, e cada movimento se tornam parte da identidade cultural do lugar.
Que o público do Teatro não seja apenas um consumidor de cultura, mas também um público ativo, consciente e participante no processo cultural. Que a programação seja um meio para promover essa autonomia, levando os públicos a questionar, refletir e eventualmente a transformar o seu contexto social e cultural.
Pretendemos que o Teatro Municipal António Pinheiro não seja apenas um espaço físico, mas sim, um lugar carregado de significados emocionais e que as pessoas se liguem afetivamente, vivido e sentido, com valores simbólicos criando uma ligação e pertença.
Viva o Teatro Municipal António Pinheiro!
Departamento Desenvolvimento Sociocultural
Cristina Neto
Divisão de Gestão Cultural e Direcção Artística
José Barradas
Assistente Programação
Isabel Fernandes
Contratação Pública
Telma Luz
Multimédia
Ivo Costa
Mediação Cultural
Manuela Ruivinho
Produção
Sónia Salas
Miguel Peres Santos
Frente de Casa
Abílio Nascimento
Rita Crespo
Valério Rufino
Limpeza
Raquel Diogo
Olimpia Lourenço
Design
– A bilheteira encontra-se aberta, em funcionamento, de terça-feira a sábado - 10h30-13h00 / 14h00-17h30
– À segunda-feira a bilheteira encontra-se encerrada.
– Em dias de espetáculo, a bilheteira abre 2 horas antes do mesmo.
– Nos 30 minutos que antecedem o espetáculo, só se vendem bilhetes para o mesmo.
– A bilheteira encerra 30 minutos após o início do espetáculo.
– O bilhete deve ser conservado até ao fim do espetáculo.
– Agradecemos a verificação dos bilhetes no momento da compra.
– O bilhete é válido apenas para a sessão indicada.
– Bilhetes à venda na receção do Teatro, FNAC, Worten, CTT, Pousadas da Juventude, El Corte Inglés, Lojas Note!, Rede Serveasy e BOL
– 281 320 510
– bilheteira.tm-antoniopinheiro@cm-tavira.pt
Informações e Reservas
-As reservas podem ser efetuadas através do telefone 281 320 510 ou do e-mail bilheteira.tm-antoniopinheiro@cm-tavira.pt
-As reservas sem pagamento prévio têm de ser levantadas até 72 horas depois de terem sido efetuadas ou serão anuladas. Só se aceitam reservas até 3 dias antes da data do espetáculo.
-Os lugares de mobilidade reduzida destinam-se exclusivamente a pessoas com deficiência física, estando devidamente assinalados na bilheteira e em qualquer outro ponto de venda físico ou online.
Regras da Sala
– As portas da sala abrem, em geral, 30 minutos antes do início do espetáculo.
– Não é permitida a entrada na sala após o início do espetáculo, salvo indicação expressa dos assistentes de sala.
– Não é permitido filmar, gravar ou fotografar durante os espetáculos.
– Não é permitido fumar no Teatro.
– Não é permitida a utilização de telemóvel ou de outros aparelhos de sinal sonoro no interior da sala.
– Não é permitido comer ou beber no interior da sala.
– Não é permitida a entrada de animais, à exceção de animais de assistência, conforme previsto na lei em vigor.
Consulte o programa trimestral do 1º trimestre de 2026 aqui.
Consulte o rider técnico aqui.
Missão
A Rede AZul - Rede de Teatros do Algarve foi criada em 2016 e tem como missão apoiar a criação e produção culturais regionais, rentabilizando as infraestruturas existentes e reforçando a oferta artística no sul do país.
Objetivos
Pretende facilitar a criação, fidelização e formação de públicos, possibilitando a criação de condições para a edição de uma agenda cultural conjunta e para a implementação de um modelo de gestão partilhado dos espaços culturais. Entre outros objetivos, a rede visa igualmente contribuir para a formação e a qualificação dos profissionais que trabalham nos vários equipamentos culturais.
Eixos
Eixo 1 – Apoio à criação
Pretende valorizar e densificar a criação cultural na região, apoiando as estruturas artísticas de cariz amador.
Eixo 2- Programação
Pretende realizar um trabalho de programação em rede, possibilitando a criação de sinergias e de economias de escala na coprodução e compra de espetáculos, assim como na concertação de agendas.
Eixo 3 - Formação
Pretende contribuir para a formação contínua das equipas, assim como qualificar o tecido artístico regional.
Plano de Atividades 2025
As atividades a desenvolver no ano de 2025 irão centrar-se em três vetores essenciais, que são:
- Criação de Bolsa de Espetáculos
- Com intuito de desenvolver e sustentar o tecido cultural criativo do Algarve, a Rede Azul pretende no ano de 2025 organizar uma bolsa de espetáculos criados por artistas algarvios ou que estejam cá sediados. O objetivo desta bolsa é que cada parceiro da Rede Azul seja obrigado a programar, durante o ano de 2026, pelo menos 1 espetáculo dessa bolsa. Os espetáculos a programar por parte dos equipamentos culturais da Rede Azul terão de ser de criadores de outros concelhos da Rede.
- Lançamento de um Convite à Criação Artística para estruturas criativas do Algarve
- Dando seguimento aos espetáculos criados em 2016 – “Leôncio e Lena” pelo LAMA Teatro, em 2018 - “Moda Vestra” de João Frade, Rafael Correia e Ana Perfeito, e em 2019 “Diz-me, António” de Carolina Cantinho, Armando Correia e Pedro Pinto, é objetivo da Rede Azul manter o convite à criação, dirigido às estruturas criativas a região, no intuito de criar novos objetos artísticos a serem apresentados no ano de 2026 nos diferentes espaços que integram a Rede. O apoio à criação será lançado no ano de 2025 e o vencedor deste apoio pode começar a criação ainda no corrente ano.
- Conferências e Ciclo de Debates
- A Rede AZul pretende no ano 2025 organizar um ciclo de conferências e seminários sobre diferentes temáticas no âmbito cultural, iniciativas essas que irão decorrer em diferentes espaços da rede, destinados a pessoas que no seu dia a dia trabalham as questões culturais.
Parceiros
A Rede AZul integra atualmente 13 parceiros, designadamente:
- Cineteatro Louletano
- Teatro das Figuras (Faro)
- Auditório Municipal de Albufeira
- Auditório Carlos do Carmo (Lagoa)
- Centro Cultural de Lagos
- Auditório Municipal de Olhão Maria Barroso
- TEMPO - Teatro Municipal de Portimão
- Cineteatro Jaime Pinto (São Brás de Alportel)
- Teatro Mascarenhas Gregório (Silves)
- Teatro Municipal António Pinheiro (Tavira)
- Centro Cultural António Aleixo (Vila Real de Santo António)
- Auditório da Biblioteca Municipal de Castro Marim
- Centro Cultural de Vila do Bispo
Contactos Rede AZul
- Email: redeteatrosazul@gmail.com
- Facebook: https://www.facebook.com/redeazulalgarve/
Contactos Parceiros Rede AZul
Cineteatro Louletano
- Morada: Rua Doutor Frutuoso da Silva, 8100-501 Loulé
- Email: cinereservas@cm-loule.pt | Telefone: 289 400 820
- Website: https://cineteatro.cm-loule.pt/
- Bilheteira online: https://cineteatrolouletano.bol.pt
- Direção artística: Dália Paulo
- Programação artística: Paulo Silva
Teatro das Figuras (Faro)
- Morada: Rua João de Brito Vargas, 8005-518 Faro
- Email: geral@teatromunicipaldefaro.pt | Telefone: 289 870 077
- Website: www.teatrodasfiguras.pt
- Bilheteira online: https://teatrodasfiguras.bol.pt/
- Programação artística: Gil Silva
Auditório Municipal de Albufeira
- Morada: Rua do Município - Cerro da Alagoa, 8200-863 Albufeira
- Email: geral@cm-albufeira.pt | Telefone: 289 599 645
- Chefe de Divisão: Carla Ponte
Auditório Carlos do Carmo (Lagoa)
- Morada: Rua do Centro de Saúde, 8400-413 Lagoa
- Email: cultura@cm-lagoa.pt | Telefone: 282 380 452
- Bilheteira online: https://auditoriocarlosdocarmo.bol.pt/
- Programação artística: Paulo Francisco
Centro Cultural de Lagos
- Morada: Rua Lançarote de Freitas, 7 | 8600-605 Lagos
- Email: centro.cultural@cm-lagos.pt | Telefone: 282 770 450
- Bilheteira online: https://centroculturaldelagos.bol.pt/
- Chefe de Divisão: José Viegas
- Programação artística: Vera Feu
Auditório Municipal de Olhão Maria Barroso
- Morada: Rua Diogo de Mendonça Corte Real, 1 | 8700-232 Olhão
- Email: auditorio@cm-olhao.pt | Telefone: 289 700 160
- Website: https://auditoriomunicipal.cm-olhao.pt/
- Bilheteira online: https://ticketline.sapo.pt/salas/sala/658
- Programação artística: Vítor Lopes
TEMPO - Teatro Municipal de Portimão
- Morada: Largo 1.º de Dezembro, 8500-538 Portimão
- Email: geral@teatromunicipaldeportimao.pt | Telefone: 282 242 650 / 961 579 917
- Bilheteira online: https://tempo.bol.pt
- Programação artística: Ana Águas
Cineteatro Jaime Pinto (São Brás de Alportel)
- Morada: Av. da Liberdade, 22 | 8150-101 São Brás de Alportel
- Email: cine.teatro@cm-sbras.pt | Telefone: 289 840 211 / 289 840 000
- Programação artística: Sónia Silva / Patrícia Reis
Teatro Mascarenhas Gregório (Silves)
- Morada: Rua Cândido dos Reis, s/n | 8300-126 Silves
- Email: cultura@cm-silves.pt | Telefone: 282 440 800
- Bilheteira online: https://cmsilves.bol.pt/
- Programação artística: João Estiveira / José Guia
Teatro Municipal António Pinheiro (Tavira)
- Morada: Rua Dom Marcelino Franco, 22, 8800-347 Tavira
- Email: tm-antoniopinheiro@cm-tavira.pt | Telefone: 281 320 510
- Programação artística: José Barradas
Centro Cultural António Aleixo (Vila Real de Santo António)
- Morada: Rua Dr. Teófilo Braga, 8900-231 Vila Real de Santo António
- Email: geral@cm-vrsa.pt | Telefone: 281 510 045
- Bilheteira online: https://cm-vrsa.bol.pt
- Programação artística: Vítor Junqueira e André de Oliveira
Auditório da Biblioteca Municipal de Castro Marim
- Morada: Rua 25 de Abril, s/n | 8950-122 Castro Marim
- Email: biblioteca@cm-castromarim.pt | Telefone: 281 510 747
- Programação artística: Tina Castro / João Pereira
Centro Cultural de Vila do Bispo
- Morada: Praça da Tanegashima 8650, Vila do Bispo
- Email: geral@cm-viladobispo.pt | Telefone: 282 630 600
- Programação artística: Tânia Lucas